Há um tipo de cansaço que não se vê.
O de quem cuida demais.
O de quem se preocupa além da conta.
O de quem tenta manter tudo em equilíbrio, mesmo quando a balança já não é justa.
É o esgotamento de quem segura um relacionamento com as próprias mãos,
como se a responsabilidade de fazer dar certo fosse de um só
quando deveria ser de dois.
Não se trata de desistir.
Mas de perceber os próprios limites.
Porque quando o vínculo vira esforço solitário,
é preciso se perguntar:
o que ainda é amor e o que já virou sobrecarga?
Talvez a escolha mais saudável
seja aliviar o peso,
respirar fundo
e voltar a si.
