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O que une os que escrevem com a alma

Há quem escreva para explicar.

E há quem escreva para respirar.

Nessa segunda linguagem, feita de silêncio, abismo e sentimento, moram poetas que não seguem fórmulas. Eles não preveem o impacto do que dizem. Apenas dizem. Porque não dizer seria sufocar.

O que os une não é o estilo.

Nem a época.

Nem o idioma.

O que os une é o gesto silencioso de quem toca na palavra como quem toca em si mesmo.

São diferentes no ritmo, no tom, na direção.

Mas todos trazem algo em comum: escrevem com verdade.

Não com a verdade lógica do mundo. Mas com a verdade do que pulsa mesmo que doa, mesmo que não caiba bem, mesmo que seja só entrelinhas.

O que os une é a coragem de ser vulnerável no papel.

É a ternura de escrever como quem estende uma mão invisível.

É esse quase-sussurro que diz:

“Eu também sinto. Você não está só.”

E assim, sem pretensão de serem farol, eles iluminam.

Sem prometer cura, oferecem abrigo.

Sem moldar o sentir, permitem que ele exista.

Isso é o que une.

Não o nome, nem o rótulo.

Mas o gesto:

a escrita que nasce do fundo e se oferece inteira.

7 comentários em “O que une os que escrevem com a alma”

    1. Que bonito seu olhar ao lembrar de Fernando Pessoa — um mestre em mergulhar na alma com palavras.

      Escrever com verdade, coragem e vulnerabilidade é um gesto que atravessa o tempo, e é lindo saber que essa mesma luz alcança você. 💛🙏

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    1. Juliana,
      fico muito feliz em saber que minhas palavras encontraram eco nas suas.
      Escrever também é o meu jeito de respirar e dar forma ao que transborda.
      Obrigada por dividir um pouco do seu sentir comigo.

      Um abraço cheio de afeto,
      Bia Mundal 💛✨

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