Há quem escreva para explicar.
E há quem escreva para respirar.
Nessa segunda linguagem, feita de silêncio, abismo e sentimento, moram poetas que não seguem fórmulas. Eles não preveem o impacto do que dizem. Apenas dizem. Porque não dizer seria sufocar.
O que os une não é o estilo.
Nem a época.
Nem o idioma.
O que os une é o gesto silencioso de quem toca na palavra como quem toca em si mesmo.
São diferentes no ritmo, no tom, na direção.
Mas todos trazem algo em comum: escrevem com verdade.
Não com a verdade lógica do mundo. Mas com a verdade do que pulsa mesmo que doa, mesmo que não caiba bem, mesmo que seja só entrelinhas.
O que os une é a coragem de ser vulnerável no papel.
É a ternura de escrever como quem estende uma mão invisível.
É esse quase-sussurro que diz:
“Eu também sinto. Você não está só.”
E assim, sem pretensão de serem farol, eles iluminam.
Sem prometer cura, oferecem abrigo.
Sem moldar o sentir, permitem que ele exista.
Isso é o que une.
Não o nome, nem o rótulo.
Mas o gesto:
a escrita que nasce do fundo e se oferece inteira.

…a escrita que nasce do fundo é se oferecer inteira. Parece Fernando Pessoa! 🙏💖🌠
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Que bonito seu olhar ao lembrar de Fernando Pessoa — um mestre em mergulhar na alma com palavras.
Escrever com verdade, coragem e vulnerabilidade é um gesto que atravessa o tempo, e é lindo saber que essa mesma luz alcança você. 💛🙏
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…a escrita que nasce do fundo e se oferecer inteira. Parece Fernando Pessoa! 🙏💖🌠
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Belo texto! E acabou por atacar o ponto que fez-me começar a escrever. Obrigado pela partilha.
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E isso é o mais bonito da escrita: quando ela toca o ponto exato de onde nascem as nossas palavras. Obrigada por partilhar também o seu sentir. ✨💛
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Eu escrevo para organizar pensamentos, sentimentos, experiências e como vc mencionou: para não sufocar. Amei seu texto Bia!
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Juliana,
fico muito feliz em saber que minhas palavras encontraram eco nas suas.
Escrever também é o meu jeito de respirar e dar forma ao que transborda.
Obrigada por dividir um pouco do seu sentir comigo.
Um abraço cheio de afeto,
Bia Mundal 💛✨
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