Nem sempre os laços permanecem.
Pessoas vão. Distâncias chegam.
E, de repente, o silêncio ocupa lugares onde antes havia vozes.
Quando os vínculos externos se desfazem ou se afastam,
é possível — ainda que difícil — voltar-se pra dentro.
Plantar presença onde antes havia espera.
Cuidar do próprio tempo como quem cuida de uma terra fértil.
Criar pequenos rituais que sustentem.
Guardar espaços onde a própria companhia baste.
Reconectar-se com o que é essencial
sem precisar da confirmação constante do outro.
Porque, às vezes, crescer
é aprender a habitar a si mesmo
com mais delicadeza do que solidão.
