Não é sobre esquecer.
Nem sobre deixar de sentir.
É sobre encontrar um lugar dentro,
onde a saudade possa existir sem ferir tudo ao redor.
Porque não se trata de “superar” quem está longe,
mas de aprender a conviver com a falta…
sem se esvaziar por dentro.
Saudade não precisa ser ausência.
Às vezes, ela é memória viva.
Presença que já não toca, mas ainda ecoa.
Um silêncio que guarda o que foi amor,
sem impedir que a vida siga sendo.
Aos poucos, a saudade deixa de ser ferida
e passa a ser paisagem.
Daquelas que a gente olha com ternura,
mesmo sabendo que não pode voltar.
