Dependência emocional não é amar demais.
É esquecer de si.
É se abandonar aos poucos pra caber no outro.
É não saber quem se é fora da presença de alguém.
É medir o próprio valor pela atenção que recebe.
É sufocar de silêncio quando a mensagem não chega.
É se sentir inteiro só quando o outro está por perto
e quebrado quando não está.
É transformar o outro em centro,
âncora, chão, céu e tudo o que deveria vir de dentro.
Mas a verdade é:
nenhuma presença vai preencher o que falta na relação com você mesmo.
E não é culpa.
É carência de raiz.
É dor antiga vestida de apego.
É a criança que não foi cuidada,
o coração que nunca aprendeu a se sustentar sozinho.
Mas é possível se libertar.
Devagar.
Com afeto.
Com coragem.
É possível reconstruir-se.
Aprender a se amar inteiro.
E só então escolher quem fica
não por necessidade,
mas por leveza.
