Ninguém virá com manual.
Com todas as respostas.
Com o abraço certo, na hora certa, todas as vezes.
Ninguém vai curar o que só você sente.
Nem sustentar o que só você sabe que pesa.
É duro.
Mas é libertador.
Porque quando você entende que ninguém vai te salvar…
você começa a se escolher.
A se erguer com o que tem.
A limpar os próprios cacos com as mãos que ainda tremem
mas continuam firmes.
Você para de esperar o resgate
e começa a construir o barco.
Mesmo sem mapa.
Mesmo sem certeza.
E um dia, sem aviso, percebe:
o que te salvou…
foi a sua coragem de não desistir de si.
