Não aquela fé barulhenta, que exige provas e milagres imediatos,
mas a fé que resiste em silêncio,
mesmo quando tudo parece não fazer sentido.
fé não é ausência de medo,
é a coragem de continuar mesmo com ele no peito.
é caminhar no escuro confiando que, em algum momento, a luz volta.
é confiar que os vazios têm propósito.
que os atrasos ensinam.
que o silêncio não é abandono é preparação.
é segurar firme nas pequenas esperanças.
no gesto que ainda emociona,
na flor que brota sem aplauso,
no novo dia que chega, mesmo quando a noite foi longa demais.
fé é quando a alma diz “sim”
mesmo que a vida ainda pareça dizer “espera”.
e é nesse fio invisível que a gente se sustenta,
quando tudo mais parece desabar.
porque sim — é preciso ter fé.
sobretudo quando não parece haver mais nada.
