A violência não começa com um soco.
Ela começa quando te fazem duvidar do que sente.
Quando o teu silêncio é exigido.
Quando teu brilho incomoda
e tua dor é tratada como exagero.
Ela mora em muitas formas:
na palavra que diminui,
no gesto que controla,
na ausência que abandona,
no poder que oprime.
A violência se disfarça bem.
Às vezes de cuidado.
Às vezes de “normal”.
Às vezes de amor.
Mas ela corrói.
Por dentro.
Em silêncio.
E um dia você começa a despertar.
A perceber que não é fraqueza querer paz.
Que não é egoísmo querer respeito.
Que não é loucura sair de onde machuca.
A violência destrói.
Mas a consciência liberta.
O amor-próprio reconstrói.
E a coragem — ainda que trêmula
é o primeiro passo de volta pra si.
Você merece viver inteiro.
Em vínculos que não apaguem sua luz,
em espaços onde sua alma possa respirar.
