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Perdão de Si Mesmo

Há um tipo de dor que ninguém vê:

a de carregar o peso dos próprios erros por mais tempo do que seria justo.

É silenciosa, às vezes discreta.

Outras vezes, se esconde por trás de exigências exageradas, autocríticas duras, ou da dificuldade em aceitar o amor que chega.

Mas ninguém pode caminhar inteiro se vive tropeçando nas próprias culpas.

O perdão de si mesmo não apaga o que aconteceu — ele transforma o significado.

Não é fingir que nada doeu.

É reconhecer que se errou…

…mas também que se aprendeu.

…e que se escolhe seguir diferente.

Perdoar-se é dar ao passado o lugar que ele merece:

não como prisão, mas como ponto de partida.

É um ato íntimo, silencioso, e muitas vezes repetido.

Um recomeço que começa sem barulho.

Mas que, aos poucos, alivia o peito, suaviza o olhar e abre espaço para um novo tipo de amor:

o amor possível — consigo mesmo.

2 comentários em “Perdão de Si Mesmo”

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