Às vezes, tudo é feito com cuidado.
Planos, intenções, presença, sentimento.
Mas o universo… parece não colaborar.
As portas não se abrem.
O tempo não encaixa.
E aquilo que era para fluir, resiste.
É difícil aceitar que nem sempre o sentir basta.
Que há momentos em que a entrega acontece,
mas a vida não acompanha.
E o que deveria ser abrigo se torna travessia.
O mais doloroso não é ver o plano desmanchar.
É perceber que o afeto ficou
mesmo quando tudo o resto partiu.
Fica-se preso ao que poderia ter sido.
Ao que merecia ter acontecido.
Mas nem tudo o que se quer está destinado a permanecer.
E nem todo laço precisa durar para ter sido verdadeiro.
Soltar não é desistir.
É respeitar o curso das coisas.
É entender que apego não é amor
e que o universo não nega, ele direciona.
Pode doer.
Mas, com o tempo, a alma compreende:
há despedidas que salvam,
mesmo quando chegam sem consentimento.

Authentic perspective
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