Tem fases em que tudo parece mais interno.
Um tempo de silêncio, de pausa, de sentir sem pressa.
A gente se recolhe um pouco do mundo —
não por fraqueza, mas por necessidade.
E, aos poucos, algo vai se reorganizando por dentro.
As ideias voltam a ganhar forma.
A vontade de criar reaparece com leveza.
As relações que importam se tornam mais nítidas.
O olhar procura o que é simples, o que nutre, o que faz sentido.
Não é uma virada brusca.
É um reencontro gradual com aquilo que sempre esteve ali,
esperando apenas espaço para florescer.
Certos recomeços não têm pressa.
Eles chegam num gesto de cuidado,
num afeto correspondido,
num dia em que se respira com mais calma
e sente vontade de seguir mais presente.
E então, a vida reencontra o ritmo.
Mais amoroso. Mais criativo. Mais inteiro.
Talvez seja isso:
não é sobre começar de novo com força,
mas de um jeito que finalmente faz sentido.

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