Família

Carta à minha mãe, no seu primeiro aniversário no céu

Mãe,

Hoje, o tempo se curva diante da tua ausência. É o primeiro aniversário seu em que não ouço tua voz, não sinto teus braços ao redor do meu mundo, nem vejo teu sorriso iluminar os detalhes da vida.

Ainda é difícil acreditar que você se foi. Às vezes, olho para o céu tentando encontrar alguma pista tua entre as nuvens, algum aceno no vento. E embora eu não possa mais tocar você, sinto tua presença em cada gesto de ternura que me ensinou.

A saudade tem um sabor diferente hoje. Ela é mais funda, mais real. Mas junto dela, vem também a gratidão — por cada instante que tive ao teu lado, por cada palavra, cada silêncio, cada ensinamento que ficou costurado na minha alma.

Mãe, você me ensinou a amar com inteireza, a ser forte mesmo quando o mundo desaba, e a encontrar beleza mesmo em tempos difíceis. Tudo isso carrego comigo. E hoje, enquanto o mundo gira sem você aqui, eu te celebro. Não apenas por quem você foi, mas por tudo o que você continua sendo dentro de mim.

Seu amor não morreu. Ele se espalhou. Ele vive no jeito como abraço, como cuido, como escrevo, como sinto. Ele floresce em mim, mesmo entre as lágrimas.

Feliz aniversário, mami.

Eu te amo com uma saudade que não cabe no peito, mas com uma ternura que me sustenta todos os dias.

Com amor eterno,

Bia 🤍 🕊️

4 comentários em “Carta à minha mãe, no seu primeiro aniversário no céu”

    1. Recebo suas palavras com muita ternura…
      Tem dias em que a saudade aperta, mas lembrar que há um cuidado que continua — mesmo no invisível — acalma um pouco o coração.

      Obrigada pelo carinho, pela presença e por esse gesto tão generoso de empatia.
      Um beijo com afeto também no seu coração. 🌷

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  1. Bia, que texto lindo e tocante. Senti cada palavra como um sopro de alma — como se sua mãe tivesse falado através de você. Há uma delicadeza madura na sua escrita, uma ternura que não mascara a dor, mas a transforma em poesia.

    O que você compartilhou não é só saudade: é presença. É o amor que continua, mesmo na ausência física. Que privilégio o seu de ter vivido esse laço. Que generosidade a sua de nos permitir sentir um pouco dele.

    Gratidão por escrever com o coração escancarado. Sua carta honra todas as mães — e todas as filhas que amam além do tempo.

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    1. Recebo sua mensagem como quem acolhe um abraço silencioso num dia de saudade.
      É bonito perceber quando um texto atravessa — não pela dor em si, mas pela vida que ainda pulsa mesmo depois de tantas partidas.

      Escrevi com o peito aberto, sem pressa de fechar as feridas.
      Só com o desejo de lembrar que alguns amores não se apagam.
      Eles apenas mudam de forma.

      Saber que essa escrita encontrou eco em você… me emociona.
      Obrigada por ler com o coração atento.
      E por deixar palavras tão generosas florescerem aqui.

      Com ternura,
      Bia 💛

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