Esperança

A guerra de hoje não tem trincheiras nem baionetas

Ela vem em drones, mísseis e ameaças nucleares.

E também em mentiras que viralizam mais rápido que a verdade.

A guerra de hoje se esconde sob discursos de poder,

nas decisões tomadas longe do povo,

nas telas que mostram destruição como se fosse espetáculo.

Ela não usa mais tiros.

Usa algoritmos, bombas teleguiadas e medo transmitido em tempo real.

Ela invade sem pisar.

Ela mata sem aviso.

E mesmo assim, muitos não veem.

Porque a guerra de hoje também é silêncio

o silêncio de quem já se acostumou,

o silêncio de quem acha que não é com ele.

Mas é.

É com todos nós.

Porque toda vez que uma criança perde o lar,

toda vez que uma cidade vira pó,

toda vez que a paz é adiada por ambição,

o mundo inteiro sangra um pouco mais.

A guerra de hoje não termina quando as bombas cessam.

Ela termina quando a humanidade volta a ser maior que o poder.

Quando a compaixão tiver mais alcance que qualquer míssil.

2 comentários em “A guerra de hoje não tem trincheiras nem baionetas”

    1. Y aun sin trincheras ni bayonetas, sigue hiriendo lo más humano que hay en nosotros.
      La guerra de hoy silencia, divide, confunde.
      No vemos sangre en las calles todos los días, pero sentimos el miedo, el cansancio y la pérdida en capas invisibles.
      Es una guerra que no se ve del todo… pero se siente por completo. 🕊️

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