Já perdi pessoas que eram universo.
Presenças que nenhuma ausência consegue preencher.
E, mesmo assim, precisei continuar.
Não porque ficou fácil.
Mas porque, em algum momento, a vida sussurra que seguir é também uma forma de honrar quem ficou no passado — e quem a gente ainda é.
A dor não some de uma vez.
Um dia dói menos.
Noutro, dói de um jeito diferente.
E assim seguimos:
com lembranças que apertam,
com silêncios que pesam,
mas também com afetos que permanecem
em fotos, em músicas, em gestos que aprendemos sem perceber.
Sim, há perdas que mudam tudo.
Mas continuar também é uma forma de amor.
Ela vai se acomodando, criando espaços entre os dias.
Uma forma de dizer: “eu não te esqueço, mas escolho viver.”
Que cada passo, mesmo trêmulo, seja um tributo àquilo que foi bonito.
Publicado por Bia Mundal
Olá, eu sou Bia Mundal.
Sou escritora motivacional e acredito no poder transformador das palavras.
Não o poder que grita, mas o que sussurra com verdade, toca onde ninguém vê e acende pequenas luzes dentro da gente.
Escrevo a partir da minha própria travessia:
espiritualidade vivida com leveza, resiliência silenciosa, cura emocional e a arte de existir com mais presença e sentido.
Acredito que cada palavra carrega um destino.
E que, quando nasce com alma, ela encontra quem precisa ler.
Este espaço é um abrigo.
Um lugar para respirar fundo, se escutar com mais gentileza, se reconhecer — e, quem sabe, se reencontrar.
Se alguma palavra minha te tocar,
então tudo já terá valido a pena.
Bem-vindo ao 'Sinfonia de Palavras", e
que essa jornada, de algum modo, também possa ser sua. ✨
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O texto é um tributo à resiliência e à complexidade do luto, expressando com sensibilidade a dor da perda e a coragem de seguir em frente. É uma licença poética que nos lembra que a vida, mesmo com suas pausas e vazios, continua.
Ele nos convida a honrar as memórias daqueles que se foram, reconhecendo que eles nos constituem e nos impulsionam. A ideia de que “continuar é também uma forma de amor” é poderosa, transformando a superação em um ato de reverência às jornadas compartilhadas e às vitórias que nos brindam.
Fico grato e lisonjeado pela honra que proporciona esse prazer de olhar a vida em paralaxe!
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Que palavras preciosas…
Receber uma leitura tão sensível e generosa é como ter o texto lido com a alma.
Fico profundamente tocada por saber que essa mensagem alcançou não só a razão, mas também o coração — e que nela encontrou ecos da própria jornada.
Sim… continuar também pode ser um gesto de amor. E quando esse seguir em frente é reconhecido como reverência, tudo ganha novo sentido.
Obrigada por essa partilha que abraça.
É uma honra dividir palavras com quem lê assim. 💛
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Sim, a dor vai mitigando dia após dia e a cada dia a sentimos diferente. Esta Ode mostra bem que tudo na vida é efémero. Tanto a vida quanto o sentir daí, continuar ser um ato de bravura interior.
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Sim… há uma sabedoria silenciosa nesse olhar que você compartilha. A dor muda de forma com o tempo — e nós mudamos com ela.
Continuar, mesmo sentindo, é mesmo um gesto de bravura íntima…
Obrigada por essa partilha tão sensível. 🌷
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