Ela não chega com fogos, nem precisa anunciar.
Volta como quem abre devagar uma janela
e de repente, o dia parece mais bonito.
A alegria se nota nos detalhes:
na vontade de sair sem pressa,
de olhar o céu com gratidão,
de rir alto por qualquer bobagem.
Ela se revela no corpo leve,
no olhar que repara nas árvores,
na alma que respira com mais espaço.
Quando a alegria volta,
não é porque tudo está perfeito
mas porque, por dentro, algo se reorganizou.
Uma paz mansa se instala.
Um silêncio bom ocupa os vazios.
E a vida, mesmo igual,
parece outra.
Você sente vontade de viver.
De caminhar sem destino.
De ouvir música só porque sim.
De existir… com mais presença.
A alegria, quando volta,
é como se o mundo sussurrasse:
“Ainda vale a pena.”
E a gente acredita de novo.

A alegria é como um desses bichinhos ariscos que quando nós queremos afagá-lo, ele corre, mas quando menos esperamos, quando estamos num canto, solitários com nossas amarguras, lá vem ele, o bichinho, pular para o nosso colo.
Sim, a alegria tem mesmo esse jeito arisco, quase selvagem — não gosta de pressa, nem de cobrança.
Mas quando chega por vontade própria, mansinha, silenciosa… ela aquece até os cantinhos mais escuros da alma.
Obrigada por compartilhar essa imagem tão sensível.
Me fez sorrir como quem reencontra um velho amigo. 💛
Nice read