A gente fala tanto dos dias difíceis.
Mas e quando o dia é bom?
Bom de um jeito simples e profundo.
Bom de alma leve, de riso fácil, de céu aberto.
E quando o café tem o sabor certo,
a brisa acerta o rosto com carinho,
e o tempo parece caminhar junto com a gente —
nem rápido, nem lento, apenas no compasso exato da paz?
E quando dá certo encontrar o mar,
ter companhia boa,
comer algo gostoso sem pressa,
sentir que o amor está por perto —
e dentro também?
Há dias que são como um presente desembrulhado devagar.
Que não precisam de mais nada.
Nem de explicações.
Nem de legenda.
Dias em que o coração só agradece.
Sem precisar dizer por quê.
Talvez a gente devesse falar mais sobre esses momentos.
Guardar a memória deles com mais carinho.
Porque são eles que, lá na frente,
nos lembram de que a vida pode ser leve.
E que, às vezes,
basta um dia assim — para ser grato por estar vivo.

Nice reda
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Nice read
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