Ainda que tudo em você pareça quebrado, você continua sendo abrigo.
Você já se sentiu como uma casa vazia?
Ecoando por dentro.
Com as janelas fechadas, as portas trancadas, as luzes apagadas.
Talvez hoje você se sinta assim:
um abrigo cansado.
Um espaço que já foi cheio de vida, e agora só quer silêncio e descanso.
Mas mesmo assim…
você continua de pé.
Pode estar com rachaduras,
com os móveis fora do lugar,
com o tempo te marcando as paredes por dentro.
Ainda assim, é casa.
E casas não precisam ser perfeitas para acolher.
Nem bonitas para ter valor.
Nem cheias para fazer sentido.
Você é abrigo.
Para si. Para a sua dor. Para os pequenos gestos que te mantêm viva.
É nesse corpo que a sua alma segue existindo, mesmo que cambaleante.
Então, antes de se julgar por estar em ruínas, lembre-se:
você sobreviveu a tempestades que ninguém viu.
Você está aqui, ainda sendo espaço para si.
E isso já é mais do que o mundo pode medir.

Excelente a sua sensibilidade dessa alusão poética!
Um poema que equilibra melancolia e esperança, lembrando o leitor de que a imperfeição não anula o valor de ser um refúgio para si mesmo.
CurtirCurtido por 1 pessoa
Que lindo receber um olhar tão atento.
Fico tocada por essa percepção que alcança a essência do texto — esse fio tênue entre a fragilidade e a força de continuar habitando a si. É isso que sustenta: a presença sincera, mesmo em meio ao que desmorona. 💛
CurtirCurtido por 1 pessoa