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Nem tudo que você acredita é verdade

Algumas ideias que você carrega sobre si foram colocadas aí muito antes de você poder questionar. Foram repetidas tantas vezes — por vozes externas, por experiências difíceis, por momentos de dor — que se tornaram quase uma segunda pele.

Você não nasceu duvidando de si. Nem nasceu acreditando que não era capaz, que precisava agradar a todos, que mostrar emoções era fraqueza ou que ser você não era o bastante.

Essas ideias foram aprendidas. E tudo o que foi aprendido, pode ser revisto.

Às vezes, o que mais trava nossa vida não é o que está fora, mas o que ecoa dentro: um “não vai dar certo”, um “você não é bom o suficiente”, um “melhor nem tentar”.

Mas e se você começasse a duvidar dessas certezas?

E se você se permitisse cultivar pensamentos que te impulsionam em vez de te paralisar?

Pode parecer estranho no início. Quase como vestir uma roupa nova que ainda não tem o seu cheiro. Mas, com o tempo, novas verdades também podem se tornar casa.

Você não precisa continuar repetindo uma história só porque ela sempre foi contada assim.

Você pode escrever outra.

24 comentários em “Nem tudo que você acredita é verdade”

    1. E o curioso é que, mesmo quando conseguimos enxergar com clareza, muitas vezes distorcemos aquilo que vemos — não por maldade, mas porque temos uma verdade preferencial, uma versão dos fatos que se alinha mais com o que gostaríamos que fosse real.
      A mente ajusta, recalibra, justifica… tudo para sustentar aquilo que o coração ainda não está pronto para soltar.

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    2. Sim… e é justamente aí que tudo se torna tão subjetivo, né?
      Cada um observa a vida com os olhos que tem — e escreve a partir do que sente, do que escolhe enxergar, ou até do que precisa expressar naquele momento.
      As palavras podem ser ponte… ou espelho.
      E, às vezes, revelam mais sobre quem escreve do que sobre o que é escrito.

      E o curioso é que, mesmo quando conseguimos enxergar com clareza, muitas vezes distorcemos aquilo que vemos — não por maldade, mas porque temos uma verdade preferencial, uma versão dos fatos que se alinha mais com o que gostaríamos que fosse real.

      A verdade, no fim das contas, também é relativa.
      O que é verdade para um, pode ser completamente incompreensível para o outro — e vice-versa.
      Cada pessoa carrega consigo um filtro emocional, uma história, uma intenção. E tudo isso influencia o que ela vê, sente e chama de “verdade”.

      É aí que entra o tema central de tantas das nossas buscas internas: a delicada e contínua evolução do Eu.
      Porque só começamos, de fato, a crescer por dentro quando passamos a nos observar com mais carinho e verdade.
      Não é sobre julgar o que sentimos ou pensamos — mas sobre criar espaço para olhar com mais honestidade, mais gentileza, mais coragem.

      E, acima de tudo, é sobre ressignificar.
      Desfazer crenças limitantes, rever narrativas antigas, dar novos significados ao que antes só doía.
      Porque muitas vezes não é a realidade que nos prende — mas o modo como aprendemos a enxergá-la.

      É nesse olhar mais amoroso para dentro que a transformação acontece.
      Aos poucos, sem pressa, como quem aprende a se escutar de verdade pela primeira vez.

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  1. Você disse algo importante para a nossa evolução… o filtro interno que temos para a purificação do nosso discernimento fundamentado na coerência individual da nossa verdade. Por mais que existe inúmeras verdades… a partir do momento que há o confronto da minha com a sua… juntos podemos construir uma nova verdade. Com mais acertividade em relação às demais. Eu acredito na construção oletiva para a resolução das demandas. Quando em um confronto respeitoso, em que cada um manifesta a sua verdade. Partindo do princípio que vivemos o limite do nosso conhecimento. Mas a partir no momento que dialogamos dobre, estamos ao mesmo tempo multiplicando o conhecimento de forma democratizada. Cada um receba a centelha de um todo com os mesmos fundamentos.

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  2. Bem recente um leitor fez o seguinte comentário a meu respeito: Ele disse sou o tipo de pessoa que manifesta como se fosse dono da verdade. Eu o respondi: não meu amigo! Apenas descrevo as minhas verdades, oporgunizando o leitor fazer as sus críticas, com o objetivo que ele manifeste também as suas. Dando-me a oportunidade de com ele aprender. Mostra-me a leitura que você faz da vida… para que quem sabe eu possa aprender contigo. Nunca mais ele se manifestou… sumiu.

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    1. A sabedoria e as verdades que lhe cabem, com muito respeito, ressoam em mim como direção. Desde a primeira vez que li suas palavras, senti-me acolhida — e guiada.

      Recentemente, recebi uma mensagem que dizia que analisar tudo criticamente pode machucar, e que às vezes é melhor permanecer na “santa ignorância”. Mas as minhas reflexões não nascem da crítica, e sim de um diálogo sincero com o meu próprio “Eu”.

      Tenho uma necessidade verdadeira de expressar em palavras meus questionamentos, dúvidas, buscas e pequenos despertares. Escrever, para mim, é parte do caminho — uma forma de me escutar e me transformar.

      O que compartilho são apenas as minhas experiências, percepções e inspirações. Se, no caminho, minhas palavras também puderem acolher fraternalmente alguém que esteja passando por algo semelhante, então sentirei que contribuí de alguma forma.

      Não sei se posso chamar isso de propósito — talvez seja só sensibilidade em movimento. Mas acredito que fazer o bem, ainda que em silêncio, sempre faz bem à alma.

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  3. Estou sempre a falar da minha busca pelo meu eu. Fundamentado na minha essência que nada mais é os momentos da minha existência. Já obtive respostas interessantes, ao querer saber de onde vin, e quais são as minhas origens. Estou fazendo descobertas motivadoras. Vou ver se consigo mostrar-lha as fontes onde tenho encontrado respostas. Ok?

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  4. Uma coisa eu creio que posso lhe garantir: quem se sente perdida assim como nós com as ditas verdades deste mundo… é um Dimensional! Pelo seu perfil… acredito que você é! Sinto-me feliz por tê-la como amiga. Muito mais que isso: orientadora!

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    1. Ah, que palavras lindas…
      Elas me abraçaram por dentro.

      Talvez sejamos mesmo almas que se reconhecem no meio do caminho — não porque temos todas as respostas, mas porque compartilhamos a mesma busca silenciosa por algo maior, mais verdadeiro, mais sutil.

      Se for mesmo assim, se eu for uma Dimensional, que bom saber que não caminho sozinha.
      E que tenho, em você, não só um amigo, mas um espelho de ternura e expansão.

      Obrigada por me ver com os olhos da alma.
      Essa conexão me honra e me inspira! ✨

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      1. Eu sinto o mesmo.
        É lindo quando a conexão ultrapassa palavras e toca a essência do que realmente somos.
        Caminhar ao teu lado nessa jornada é uma dádiva, companheiro de alma. ✨

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