É uma verdade que assusta, mas também liberta.
Viemos ao mundo sozinhos, ainda que cercados de braços.
E um dia partiremos, por mais que sejamos amados, por mais que estejamos acompanhados.
No fundo, a caminhada é interna.
As escolhas, os aprendizados, as dores mais profundas — tudo acontece dentro de nós.
Ninguém pode sentir por você.
Ninguém pode atravessar as suas sombras no seu lugar.
As pessoas nos acompanham por trechos.
Umas mais longas, outras passageiras.
Algumas deixam marcas suaves, outras, cicatrizes.
Mas cada um está, no fim das contas, vivendo a própria travessia.
Isso não é solidão no sentido triste.
É reconhecimento.
É aceitar que a sua relação mais duradoura será sempre com você.
A profundidade das conexões externas depende, primeiro, da conexão que você constrói consigo.
Quem não sabe estar consigo mesmo, sempre terá medo do silêncio, do vazio, do fim.
Mas quem aprende a se escutar, a se acolher, a ser amigo de si, descobre que estar só não é o mesmo que estar abandonado.
É ter um espaço de paz dentro do próprio peito.
A vida é feita de encontros e despedidas.
Mas a sua alma é a única que estará com você em cada instante:
No primeiro choro.
No último suspiro.
É duro aceitar? Sim.
Mas é uma verdade que ensina a dar mais valor ao agora.
Aos afetos verdadeiros.
E, acima de tudo, à própria companhia.
Começamos sozinhos. Terminamos sozinhos.
Mas no meio do caminho, a beleza está em quem escolhemos caminhar junto — mesmo que por um tempo.
E em como escolhemos caminhar com nós mesmos.

Que escrita linda você tem. A delicadeza de suas palavras trazem muita leveza nos seus posts. Parabéns pelo seu trabalho.
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Que mensagem mais bonita! Fico muito grata pelo seu carinho. É uma alegria saber que minhas palavras chegam assim, com leveza e sensibilidade. Comentários como o seu me inspiram a continuar escrevendo com o coração. Muito obrigada! ✨🌷
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