Família

O amor que não se quebra

Filhos podem ferir.

Com palavras duras, com silêncios longos, com ausências que doem mais do que qualquer grito.

Eles podem fechar portas, levantar barreiras, nos afastar do que antes era abraço.

E ainda assim… continuam sendo amados.

Porque o amor por um filho não é feito de trocas.

Não depende de reconhecimento, de presença, nem de reciprocidade.

É um amor que mora fundo, que permanece mesmo quando tudo parece desmoronar.

É um amor que já chorou em silêncio. Que já se sentiu rejeitado. Que já quis soltar, mas nunca conseguiu.

Um amor que entende que a dor também faz parte do caminho, mas que escolhe permanecer — mesmo de longe, mesmo em pedaços.

Amar um filho é, muitas vezes, segurar o amor no colo, mesmo quando ele não cabe mais nos braços.

É respeitar o tempo, o espaço, as escolhas.

É torcer em silêncio. É perdoar por dentro.

É esperar com o coração aberto que, um dia, o afeto reencontre seu caminho.

O amor de quem gera, cria ou escolhe um filho é feito de raízes.

Pode ser balançado por tempestades, mas não se arranca fácil.

Porque é amor incondicional — desses que não têm fim, mesmo quando tudo muda.

E essa é, talvez, a forma mais profunda de amar.

2 comentários em “O amor que não se quebra”

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