Tem dias que não se encerram. Ficam no ar, como quem suspira sem saber por quê. Não começam de verdade, nem terminam direito. São dias-pausa. Dias em que a alma desacelera e a vida se arrasta baixinho. Nesses momentos, não há grandes decisões, nem respostas brilhantes, nem certezas no horizonte. Só o corpo presente. Só… Continuar lendo Alguns dias são reticências
Nem sempre conhecemos quem achamos que conhecemos
Às vezes, a gente caminha ao lado de alguém achando que conhece. Porque ouve confidências, compartilha silêncios, recebe sorrisos. Mas o tempo… o tempo revela o que o encanto escondeu. E então descobrimos que aquilo que parecia afeto era só aparência. Que o cuidado era interesse. Que o vínculo era um disfarce bem educado. Dói.… Continuar lendo Nem sempre conhecemos quem achamos que conhecemos
Palavras que não sustentam gestos
Há quem finja afeto com tanta habilidade que, por um tempo, até parece amor. Diz palavras bonitas, jura cuidado, promete presença. Mas o coração sente e percebe o descompasso. Porque o que é verdadeiro se traduz em gesto, não só em discurso. Amor que só mora na boca não aquece a vida de ninguém. Às… Continuar lendo Palavras que não sustentam gestos
Quando deixamos de ser úteis
Há laços que parecem afeto, mas se desfazem quando o que oferecemos é apenas o que somos. Enquanto você resolve, recebe sorrisos. Enquanto ajuda, é lembrado. Enquanto dá conta, é admirado. Mas e quando não pode mais dar? Quando o que resta é um cansaço quieto… e a tentativa de seguir, mesmo sem entregar nada?… Continuar lendo Quando deixamos de ser úteis
Quando deixamos de ser úteis
Há laços que parecem afeto, mas se desfazem quando o que oferecemos é apenas o que somos. Enquanto você resolve, recebe sorrisos. Enquanto ajuda, é lembrado. Enquanto dá conta, é admirado. Mas e quando não pode mais dar? Quando o que resta é um cansaço quieto… e a tentativa de seguir, mesmo sem entregar nada?… Continuar lendo Quando deixamos de ser úteis
