Tem noites em que o silêncio pesa mais do que o dia inteiro. Você tenta se distrair, mas tudo escorrega de volta pra dentro. As luzes da casa parecem mais frias, as memórias chegam sem serem chamadas, e o corpo — mesmo cansado — não encontra descanso. Não é solidão por falta de gente. É… Continuar lendo Às vezes, a noite abre um abismo
Categoria: Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras
Alguns dias são reticências
Tem dias que não se encerram. Ficam no ar, como quem suspira sem saber por quê. Não começam de verdade, nem terminam direito. São dias-pausa. Dias em que a alma desacelera e a vida se arrasta baixinho. Nesses momentos, não há grandes decisões, nem respostas brilhantes, nem certezas no horizonte. Só o corpo presente. Só… Continuar lendo Alguns dias são reticências
Nem sempre conhecemos quem achamos que conhecemos
Às vezes, a gente caminha ao lado de alguém achando que conhece. Porque ouve confidências, compartilha silêncios, recebe sorrisos. Mas o tempo… o tempo revela o que o encanto escondeu. E então descobrimos que aquilo que parecia afeto era só aparência. Que o cuidado era interesse. Que o vínculo era um disfarce bem educado. Dói.… Continuar lendo Nem sempre conhecemos quem achamos que conhecemos
Palavras que não sustentam gestos
Há quem finja afeto com tanta habilidade que, por um tempo, até parece amor. Diz palavras bonitas, jura cuidado, promete presença. Mas o coração sente e percebe o descompasso. Porque o que é verdadeiro se traduz em gesto, não só em discurso. Amor que só mora na boca não aquece a vida de ninguém. Às… Continuar lendo Palavras que não sustentam gestos
Quando alguém irreparável vai embora
Já perdi pessoas que eram universo. Presenças que nenhuma ausência consegue preencher. E, mesmo assim, precisei continuar. Não porque ficou fácil. Mas porque, em algum momento, a vida sussurra que seguir é também uma forma de honrar quem ficou no passado — e quem a gente ainda é. A dor não some de uma vez.… Continuar lendo Quando alguém irreparável vai embora
