Tem dias em que a alma faz as malas
e volta.
Volta para aquele lugar que talvez nem exista mais,
mas ainda mora inteiro dentro do peito.
Saudade de casa não é só de paredes,
é de cheiros, de vozes, de risadas atravessando corredores.
É da comida simples que tinha gosto de abrigo.
É do colo que fazia o mundo caber em silêncio.
Casa é onde fomos inteiros pela primeira vez.
Onde aprendemos nossos primeiros medos
e também nossas primeiras coragens.
Às vezes a vida nos leva longe,
muda a paisagem, muda o endereço, muda o tempo.
Mas há uma parte de nós
que nunca se muda.
E quando a saudade aperta,
não é fraqueza,
é raiz chamando.
Porque casa não é só um lugar no mapa.
É um sentimento que insiste em florescer
mesmo quando estamos a quilômetros de distância.
E no fundo,
talvez estejamos a vida inteira
tentando reencontrar aquele primeiro abraço
que nos ensinou o que é pertencer.

Venha para Matão, Terra da Saudade!
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