Entre Sentir e Curar

Quando o Universo realinha o passado

Às vezes o Universo devolve o passado,

não como convite,

mas como espelho.

Ele coloca diante de nós aquilo que um dia

doeu, brilhou, faltou,

não para reabrir feridas,

e sim para revelar o quanto já cicatrizamos.

Porque o passado não volta por engano.

Volta quando a alma está firme o suficiente

para não confundir lembrança com destino.

Volta quando o coração já sabe

que não cabe mais na mesma história.

Volta para dizer:

“Olha o quanto você caminhou.

Olha o quanto você cresceu.

Olha o quanto você merece mais do que isso.”

O passado volta para ser despedida,

não morada.

Para alinhar o que ficou desalinhado.

Para encerrar o que a vida deixou suspenso no ar.

Para libertar o que ainda ocupava um canto silencioso do peito.

E assim,

quando a porta antiga se abre por um instante,

não é para nos puxar de volta.

É para que possamos fechá-la

dessa vez com consciência,

com paz,

com amor-próprio.

Porque o alinhamento do Universo

não é sobre reencontros.

É sobre clareza.

E a clareza, quando chega,

transforma ruínas em aprendizado

e despedidas em liberdade.

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