Recomeços e Transformações

A coragem de seguir em frente

Há dores que não se explicam apenas se sentem.

Elas não gritam, não fazem alarde…

apenas silenciam a alma e deixam marcas sutis

onde antes havia abrigo.

Perder alguém, seja por escolha, destino ou descompasso,

é como assistir o mar recuar lentamente,

levando consigo pedaços de um mundo que você ajudou a construir.

E ainda assim, no eco do vazio,

existe algo maior do que a perda:

a sua própria força.

Porque a coragem não nasce no conforto,

ela floresce no instante em que tudo desmorona

e você decide ficar de pé.

Não por orgulho.

Não por vingança.

Mas por amor a si mesmo.

O medo de perder pessoas muitas vezes esconde um esquecimento sutil:

o de não se perder por dentro só para segurar quem já foi.

E quando você entende isso,

a dor deixa de ser sentença

e se transforma em portal.

Recomeçar não é apagar a história,

é dar a si mesmo o direito de escrever novos capítulos

com mais verdade, mais amor-próprio, mais presença.

Você é forte o suficiente

para seguir, mesmo com o coração remendado.

Forte o bastante para caminhar sem garantias.

Forte o bastante para se escolher.

E é nessa escolha, firme, silenciosa, íntima

que a vida se reergue.

Porque ninguém, absolutamente ninguém,

tem o poder de arrancar de você

a coragem de recomeçar. 

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