Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras 2

O limite do amor

Há amores que começam como tempestades, intensos, vivos, cheios de promessas.

Outros nascem como brisas, suaves, silenciosos, mas profundamente presentes.

Em ambos os casos, há um instante em que o amor se transforma.

Não porque deixou de existir,

mas porque entendeu que não pode carregar sozinho o peso de permanecer.

O limite do amor não é ausência, nem desinteresse.

É quando o coração compreende que amar não significa se perder.

Que permanecer não pode significar deixar de respirar.

Amar é gesto, é encontro, é escolha.

Mas também é saber a hora de soltar as mãos,

de voltar a olhar para dentro,

de respeitar o espaço que guarda a própria dignidade.

Há um momento silencioso, quase imperceptível, em que o amor, em sua forma mais pura,

deixa de implorar… e começa a compreender.

Deixa de insistir… e aprende a aceitar.

Deixa de prender… e liberta.

Amor que transborda não precisa implorar para ser visto.

E amor que respeita sabe que partir também pode ser uma forma profunda de permanecer em si.

3 comentários em “O limite do amor”

Deixe um comentário