Há relações em que o coração enxerga os erros, sente a ausência de cuidado, reconhece o cansaço… e, ainda assim, permanece.
Não por falta de lucidez, mas porque o amor tem raízes que demoram a se soltar.
É nesse espaço que nasce o dilema: a mente sabe que o caminho deveria terminar, mas o afeto insiste em acreditar. Há uma dança entre esperança e dor, entre a vontade de paz e o medo da partida.
O que sustenta não é apenas o amor, mas a forma como ele se manifesta: no respeito, na presença, no gesto que cuida.
Quando isso se perde, o silêncio interno começa a pedir atenção — não perguntando apenas “ainda amo?”, mas sussurrando: “sou amado do jeito que mereço?”.
Às vezes, escolher partir não é falta de amor, mas excesso de cuidado consigo.
E quando a dúvida permanece, basta ouvir com paciência: a verdade sempre encontra um jeito de se revelar dentro de nós.

Muitas vezes não é o amor em si que nos prende, mas a idealização do outro. Projetamos o que gostaríamos que fosse e demoramos a aceitar o que de fato é. Com carinho, a vida ensina a distinguir um do outro.
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É verdade… às vezes não é a pessoa em si, mas o que os nossos olhos sonharam nela. A vida, com o tempo, vai desvelando a diferença entre o encanto da idealização e a clareza da realidade. E, mesmo que doa, esse aprendizado também é uma forma de cuidado consigo. ✨
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