Há despedidas que não nascem da falta de amor.
Nascem da falta de paz.
Há corações que ainda se reconhecem no afeto,
mas já não conseguem se encontrar no caminho.
Amar não basta quando o amor se transforma em ferida.
Dizer adeus, às vezes, é o gesto mais silencioso de coragem.
É compreender que permanecer dói mais do que partir.
É aceitar que cuidar de si é também um ato de amor.
Não é fácil soltar a mão de quem se ama.
O coração resiste, cria esperanças,
imagina possibilidades que nunca chegam.
Mas chega uma hora em que a alma pede espaço,
e o silêncio dentro de nós grita pelo alívio.
O verdadeiro cuidado nasce quando entendemos
que o amor não deve sufocar,
não deve roubar a essência,
não deve pedir a nossa paz em troca de permanência.
Por isso, despedir-se não significa desistir do amor.
Significa escolher um amor maior:
o que damos a nós mesmos
quando nos permitimos respirar de novo.
E nesse adeus que dói,
há também uma semente de recomeço.
Porque quando soltamos o que nos fere,
abrimos espaço para o que pode, enfim, nos florescer.

Penso que um adeus pode ser também o começo de um luto… Muito lindo e inspirador o seu texto! Amei!
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Sim, Fernanda … às vezes o adeus abre espaço para o luto, mas também para um novo florescer. Obrigado pelo carinho! 💛✨
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