Relacionamentos e Vínculos

Quando o amor aperta mais do que acolhe

Amar alguém que também ama, mas que fere,

é como morar em uma casa onde o teto acolhe

e as paredes machucam.

Há calor nos gestos,

mas também cortes nas palavras.

É confuso, porque o coração reconhece o afeto,

mas o corpo sente o peso das cicatrizes invisíveis.

Entre abraços que confortam

e silêncios que sufocam,

a alma começa a aprender

que nem todo amor que corresponde

foi feito para durar.

Amor não deveria pedir que se diminua

para caber em espaços apertados,

nem exigir silêncio para sobreviver.

Amor verdadeiro não confunde presença com prisão.

Por mais doloroso que pareça,

há vezes em que amar é também escolher soltar,

porque só assim o coração encontra espaço

para se lembrar do que realmente merece:

um amor que não machuca para existir.

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