Relacionamentos e Vínculos

O limite entre o amor e o desaparecimento

Há gestos que nascem da ternura e outros que nascem do medo.

Ceder pode ser uma forma delicada de amar desde que o coração continue inteiro dentro do gesto.

Porque existem renúncias que aproximam…

e outras que silenciosamente vão nos retirando de nós.

É bonito quando o amor nos ensina novos caminhos,

mas nunca quando nos exige abrir mão do próprio caminhar.

E às vezes a alma percebe antes da mente:

começa a doer o peito, como se algo fosse sendo levado aos poucos.

Talvez a pergunta mais honesta seja essa:

“Essa entrega me aproxima do outro… ou me afasta de mim?”

Quando o amor é verdadeiro, os dois crescem juntos.

Quando não é, um vai ficando maior e o outro invisiblemente some.

E há um dia em que o silêncio grita:

percebe-se que, para permanecer,

seria preciso deixar de existir.

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