Entre Sentir e Curar

Quando o peito pede um pouco de gentileza

Há dias em que a alma não quer respostas,

nem conselhos,

nem explicações.

Ela só precisa de um canto tranquilo

para se deitar

e escutar o próprio silêncio

sem pressa de se levantar.

Porque o peito, às vezes,

cansa de ser forte o tempo todo

e pede, baixinho,

um pouco de gentileza.

Gentileza nas palavras,

no ritmo da respiração,

no modo como nos tratamos

enquanto tentamos continuar.

Não é fraqueza.

É um sopro de cuidado

que a vida sussurra

quando percebe que estamos quase quebrando.

E, curiosamente,

é quando nos permitimos esse descanso

que começamos a sentir, lá no fundo,

as primeiras sementes de esperança germinando

sem alarde,

sem barulho,

apenas existindo.

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