Entre Sentir e Curar

Quando a dor espera ser compreendida

Há dores que são profundas

não pelo peso que carregam,

mas pela esperança silenciosa

de que alguém as reconheça.

A gente caminha

com o coração entreaberto,

esperando um olhar que diga

“eu te entendo”.

Um gesto pequeno,

uma palavra leve,

qualquer coisa

que transforme a dor em algo

um pouco menos solitário.

Mas às vezes só vem o silêncio

e é nesse vazio

que o sentimento cresce

ainda mais.

Mesmo assim,

a dor insiste em existir,

sem tradução,

sem testemunha.

E talvez o mais difícil

seja aceitar

que nem toda ferida

será escutada pelo mundo

mas todas merecem descanso

dentro da nossa própria compreensão.

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