Silêncios que Acolhem

Quando quem amamos está longe

Às vezes, a ausência pesa mais do que o próprio corpo.

Fica um espaço no peito que nada preenche.

Os dias parecem perder a cor,

e até o ar parece mais denso.

A falta de quem amamos não é só saudade

é como se parte de nós tivesse viajado junto,

e o que ficou aqui caminha sem rumo,

tentando se reconhecer no silêncio.

Nesses momentos, o tempo se arrasta.

O coração fica inquieto,

a mente inventa cenários,

e a energia se esconde como se não quisesse ser encontrada.

Mas mesmo assim,

há algo em nós que resiste.

Uma pequena centelha que, apesar do cansaço,

insiste em esperar o reencontro.

Porque amar, no fundo,

também é aprender a atravessar distâncias

sem deixar que elas apaguem quem somos.

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