Entre Sentir e Curar

A dor de ser deixado para trás

Há dores que não têm barulho.

Acontecem em silêncio, no instante exato em que percebemos que o mundo seguiu e nós ficamos.

É o vazio de uma ausência que não foi anunciada, a ferida de não ter sido chamado, de perceber que havia lugar… mas não para nós.

Essa dor não se mede pelo tamanho do acontecimento, mas pelo espaço que ela ocupa por dentro.

É um peso que se mistura ao medo de não ser suficiente, ao receio de nunca caber inteiro em lugar nenhum.

Com o tempo, a gente aprende que nem sempre ficar de fora significa não ter valor.

Às vezes, é apenas a vida dizendo que aquele caminho não era para os nossos pés.

E, por mais que doa, também é um convite para criar novos passos — passos que não precisam pedir permissão para existir.

Porque ser deixado para trás pode machucar, mas não define para onde você ainda pode ir.

Deixe um comentário