Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras

Quando a calma decide voltar

A calma não chega com alarde.

Ela vem como brisa depois da tempestade

leve, quase imperceptível,

como se pedisse licença para entrar.

Não exige nada.

Não cobra alegria imediata.

Só oferece um silêncio diferente:

um que não pesa.

Às vezes, a alma desacelera sem aviso.

Não porque tudo está resolvido,

mas porque algo dentro cansou de resistir.

A calma que chega nesses momentos

não é distração

é instinto de sobrevivência.

É o corpo pedindo pausa.

É o coração soltando o que nunca foi seu.

É a mente, por fim, escolhendo respirar.

E quando ela se instala,

a vida parece menos urgente.

As dores perdem o grito.

O tempo ganha outra linguagem.

Porque há paz que não precisa de resposta.

Só de espaço.

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