Há sementes que dormem por anos antes de florir.
Elas esperam, mesmo quando o solo parece seco demais.
Mesmo quando o inverno dura mais do que o esperado.
Mesmo quando ninguém mais acredita que dali algo pode nascer.
Elas seguem ali — silenciosas, invisíveis, persistentes.
Porque o tempo da flor não é o mesmo do relógio.
E o que parece demora, às vezes é só o processo se preparando para ser leve.
Assim também acontece com a alma.
Tem fases em que tudo parece estagnado:
os dias se repetem, os planos se perdem, a fé se esconde.
Mas por trás do aparente vazio,
há coisas se movendo em silêncio.
Há forças que só atuam no invisível.
E há planos — ainda bons — esperando o instante de florescer.
Nem tudo que é bonito vem com pressa.
Nem tudo que vale a pena chega fazendo barulho.
Às vezes, a vida surpreende com delicadeza.
Por isso, mesmo que o agora pareça seco,
não esqueça:
a primavera não se anuncia — ela simplesmente chega.
E a alma floresce de novo,
como quem sempre soube esperar.
