Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras

Para quem sempre cuida de todos, mas sente que ninguém fica

Há quem tenha o coração grande demais.

Cuida, acolhe, sente por inteiro.

É o primeiro a perceber quando algo não vai bem.

E o último a ser lembrado quando também precisa.

Oferece presença, palavras, abraços

mas, em troca, recebe silêncios.

Ou críticas.

Ou o vazio de perceber que ninguém ficou.

Ser empático cansa quando não há reciprocidade.

Ser sensível pesa quando tudo é sentido sozinho.

Mas não é fraqueza.

É humanidade pulsando.

É o tipo de alma que o mundo precisa

mas que o mundo, às vezes, esquece de abraçar de volta.

Se hoje o cuidado parece não ter retorno,

que ao menos haja descanso.

E que, aos poucos, floresça o discernimento

de onde vale continuar…

e de onde é preciso partir.

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