Às vezes, a mente corre na frente dos fatos.
Imagina, projeta, aumenta, distorce.
Não por maldade — mas por medo.
Medo de ser pega de surpresa.
Medo de não entender o que sente.
Medo de não saber o que está por vir.
E assim, sem perceber, começamos a viver mais no que inventamos do que no que realmente aconteceu.
As palavras do outro viram certezas que nunca foram ditas.
Os silêncios se tornam acusações.
Os espaços, ameaças.
E o futuro, um filme que nem começou a rodar, já termina triste.
Mas existe um jeito mais leve:
Respirar antes de concluir.
Pausar antes de interpretar.
Esperar pelos fatos — não pelos medos.
Confiar que a verdade não precisa ser gritada: ela chega, no tempo certo, com os pés no chão.
Nem tudo que a mente cria é real.
Nem tudo que o coração teme vai acontecer.
Às vezes, é só o cansaço querendo explicações.
Ou a carência tentando encontrar abrigo.
Então, quando tudo parecer confuso…
Pergunte a si mesmo:
Isso aconteceu?
Ou foi só minha mente tentando se proteger do que ainda não entendeu?
