Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras

Perder-se de si

Às vezes, acontece devagar.

Tão devagar que nem se percebe.

Vai se dizendo sim ao que fere.

Vai se aceitando menos do que se merece.

Vai se calando diante do que pesa.

E, sem perceber, vai se afastando…

dos próprios limites,

dos próprios sonhos,

da própria verdade.

Perder-se de si não é um tropeço.

É um acúmulo de silêncios,

de concessões feitas com o coração apertado,

de gestos que nunca foram devolvidos.

Mas o reencontro também acontece assim:

em pequenos gestos.

Em escolhas que respeitam.

Em pausas que acolhem.

Voltar para si é, muitas vezes,

o caminho mais corajoso que existe

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