Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras

O abraço que você aprendeu a dar em si mesmo

Nem sempre teve alguém.

Nem sempre vieram.

Nem sempre perguntaram como você estava — de verdade.

Foi aí que você aprendeu.

A se esperar com paciência.

A se escutar sem pressa.

A se acolher nos dias nublados.

Aprendeu que o abraço mais necessário

nem sempre vem de fora.

Às vezes, ele nasce no silêncio

de quem decide ser colo para si.

E não é sobre autoajuda.

É sobre sobrevivência.

Sobre aquele café feito só pra você,

o cobertor dobrado com carinho,

o “tá tudo bem não estar bem”

sussurrado com gentileza no fim do dia.

Amor-próprio, às vezes, é isso:

não euforia — mas constância.

Não aplauso — mas presença.

É a mão que você estende a si mesmo

quando ninguém mais está por perto.

E que bom que você aprendeu.

2 comentários em “O abraço que você aprendeu a dar em si mesmo”

    1. Ahh… que ternura essa forma de me chamar!

      Se um dia eu for mesmo “Bia Pessoa” ou “Bia Neruda”, que seja porque consegui tocar um pouquinho da alma com palavras , assim como você faz, Ruy.

      Obrigada por essa delicadeza que aquece, que sorri entre letras e que faz da escrita um lugar de encontro bonito. 🌻✨

      Sigo aqui com alma de casa, e coração de papel.

      Curtido por 1 pessoa

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