Há despedidas que não têm data.
Coisas que somem devagar,
sem alarde,
sem explicação,
e deixam um espaço que ninguém vê
mas você sente todos os dias.
É difícil aceitar que algo foi embora pra sempre.
Um vínculo, um lugar, uma versão sua que não existe mais.
É difícil não esperar que, de alguma forma, volte.
Nem que seja num gesto, num reencontro,
num sinal qualquer de que ainda há retorno.
Mas algumas coisas não voltam.
E tudo bem dizer que isso dói.
Dói porque foi real.
Dói porque importou.
Mas a dor não precisa paralisar.
Ela pode ensinar outro jeito de seguir:
mais lento, mais presente, mais verdadeiro.
Continuar não significa esquecer.
Significa respeitar o que foi
e, ainda assim, escolher existir no que é.
Com saudade.
Com cicatriz.
Com coragem suave.
Porque há uma força serena em continuar
mesmo sem garantias
e fazer do que restou…
um lugar possível pra recomeçar.

👍👍
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