Relações Que Adoecem e a Coragem de Se Escolher

A dor de soltar o que ainda dói mesmo sabendo que é necessário

Soltar não é leve como dizem.

Principalmente quando o que precisa ir

ainda mora em você.

Tem laços que a razão entende,

mas o coração ainda segura.

Porque tem história.

Porque teve sonho.

Porque, em algum momento, foi abrigo.

Soltar o que ainda dói

é como abrir mão de algo que ainda pulsa…

mas que, no fundo, já não te sustenta.

É olhar para o que ficou,

e aceitar que amor, às vezes, não basta.

Que carinho não corrige ausência.

Que presença sem verdade também fere.

E por mais que doa,

soltar é, muitas vezes, um ato de respeito.

Não pelo outro.

Mas por você.

Por tudo que você sentiu.

Por tudo que você tentou.

Por tudo que não veio — mesmo depois de tanto.

Soltar não é desistir.

É seguir.

Mesmo com saudade.

Mesmo com cicatriz.

Mesmo com o coração ainda reaprendendo a respirar no vazio que ficou.

Deixe um comentário