Nem sempre ela vem como uma certeza.
Às vezes, é só um incômodo leve.
Um desconforto que você tenta explicar, mas não consegue.
Um suspiro fora de hora.
Uma vontade de mudar de caminho, mesmo sem motivo lógico.
É a intuição pedindo passagem.
Intuição não grita.
Ela sussurra com a voz do corpo.
Com arrepios, pausas, apertos e respiros.
É a alma tentando lembrar à mente
algo que, no fundo, você já sabe.
Mas, para ouvi-la, é preciso presença.
É preciso silenciar o ruído do mundo.
Desligar o “deveria”.
Desapertar os medos.
Dar espaço ao que se sente, mesmo sem entender.
Porque nem tudo precisa fazer sentido para ser verdadeiro.
E nem toda escolha precisa da aprovação dos outros para ser certa para você.
A intuição é uma forma de amor próprio.
É sua bússola interior.
Seu sim mais sincero.
Seu não mais sábio.
Quando ela falar, escute.
Não com pressa.
Mas com profundidade.
