Ansiedade não é “frescura”.
Não é falta de fé.
E muito menos falta de força.
Ansiedade é quando o corpo quer fugir,
mesmo estando parado.
É quando a mente corre quilômetros por minuto,
mesmo que você não tenha saído do lugar.
É o coração disparado,
a respiração curta,
a sensação de que algo vai acontecer
mas você não sabe o quê.
E, ainda assim, sente tudo.
Ansiedade é o futuro tentando invadir o presente.
É o excesso de “e se” se acumulando no peito.
É querer controle onde só cabe confiança.
Mas ansiedade também é um pedido.
Um sinal de que algo dentro precisa ser ouvido.
Um lembrete de que você está vivo sensível, intenso, atento.
Você não é sua ansiedade.
Você é quem sente, quem respira,
quem pode — aos poucos — encontrar abrigo dentro de si.
E se hoje tudo parecer demais,
lembre-se:
até o vento mais forte passa.
Respira. Devagar.
Você está aqui.
