Esta semana, tudo parece calmo.
Os dias estão dentro do que conheço,
os passos seguem o chão já mapeado,
e há um certo alívio em saber onde estou pisando.
Mas sei que a próxima semana traz o desconhecido.
Mudanças que não escolhi.
Inseguranças que não posso impedir.
Caminhos que talvez me peçam mais coragem do que estou sentindo agora.
E está tudo bem.
Nem sempre estaremos prontos antes de chegar o momento.
Às vezes, é no meio do turbilhão que a força desperta.
É na falta de controle que a fé se revela.
É na mudança que a gente reencontra partes de si que estavam adormecidas.
Então, por hoje, eu respiro fundo.
Aproveito o conforto, sem pressa.
E deixo que a próxima semana venha —
com seus desafios, sim,
mas também com possibilidades que ainda não consigo enxergar.
Porque o desconhecido assusta,
mas também ensina.
E talvez, do outro lado da insegurança,
exista uma versão minha mais inteira, mais livre, mais viva.
