Nem toda missão se parece com um chamado grandioso.
Algumas nascem no meio da simplicidade.
Nos silêncios que ouvem,
nos olhares que entendem,
nas presenças que curam sem dizer uma palavra.
Há quem não esteja aqui para liderar multidões
mas para segurar uma única mão no momento certo.
Há quem não deseje os aplausos,
mas ainda assim transforme tudo por onde passa.
Sentir demais não é desvio,
é direção.
É a sensibilidade de quem percebe o que outros ignoram.
De quem carrega o mundo sem alarde,
e ainda encontra espaço para acolher mais um.
Missões assim são feitas de detalhes:
um gesto que acalma,
uma escuta que salva,
uma intuição que guia.
E mesmo quando ninguém vê,
elas seguem acontecendo
porque não dependem de reconhecimento.
Acontecem porque fazem parte do que se é.
Missões assim não se anunciam.
São como o vento:
invisíveis, mas essenciais.
E quando a dúvida aparece,
quando a sensação de não fazer o suficiente toma conta,
é preciso lembrar:
nem toda luz se acende para fora.
Algumas brilham por dentro
e mudam tudo, silenciosamente.
