(e você sente o peso que não era seu)
Há pessoas que sabem exatamente o que estão fazendo…
quando somem sem explicação.
Quando deixam mensagens vagas.
Quando dizem “não estou bem, mas não quero falar” — e desaparecem.
Quando lançam palavras como anzóis, esperando que alguém morda a dor.
Às vezes, essa pessoa é alguém que você ama.
E você sente tudo.
O coração aperta.
A ansiedade cresce.
O corpo não relaxa até saber se está tudo bem.
Mas o mais duro é perceber quando a preocupação que você sente…
foi causada de forma consciente.
Sim — existem dores reais.
Mas também existem jogos emocionais,
manipulações silenciosas,
formas de exigir atenção sem dizer claramente:
“preciso de você, me escuta, me acolhe.”
E você?
Fica ali, segurando um medo que não é seu.
Tentando ajudar alguém que não quer ajuda — só controle.
Carregando culpa por não saber o que fazer.
Talvez seja hora de lembrar:
você não é responsável por segurar o mundo de ninguém.
Você pode amar sem se afogar.
Pode se importar — sem ser refém.
Cuidar também é saber dizer:
“Estou aqui, mas não posso me perder tentando te encontrar.”
