A pior coisa que um ser humano pode fazer com o outro…
é culpá-lo pela própria dor.
Pela própria doença.
Pelo que a vida lhe trouxe — ou tirou.
Porque, por mais que amemos, que cuidemos,
que tentemos ser presença, apoio ou luz…
há limites que não conseguimos atravessar.
E há dores que não estão em nossas mãos resolver.
Cada um de nós faz o que pode com o que tem.
Com a consciência que possui.
Com a força emocional que consegue reunir.
Com as ferramentas que a vida ensinou a usar — ou deixou faltar.
Ninguém merece ser responsabilizado por não conseguir curar o outro.
Não somos deuses.
Somos humanos.
E mesmo no amor, às vezes falhamos…
não por falta de amor,
mas por sermos imperfeitos.
Culpar alguém por não ter sido suficiente
é negar tudo que essa pessoa tentou dar mesmo machucada.
Mesmo exausta. Mesmo limitada.
Que a gente aprenda, com mais compaixão,
a olhar para o outro sem peso, sem cobrança,
sem projetar nossa dor como se fosse dever alheio curá-la.
Porque amar…
também é não ferir quem tentou estar lá
