Refúgios de quem sente demais

Quando o corpo adoece porque a alma está sobrecarregada

Há dores que o corpo sente, mas que nasceram muito antes — no silêncio, no medo, na exaustão emocional.

Às vezes, o corpo não está apenas doente. Está gritando o que a alma não pôde dizer.

Quando tudo dentro pesa, o corpo cede.

Ele começa a falar por onde pode: um cansaço sem explicação, uma dor que ninguém acha no exame, um aperto no peito, uma ausência de energia que não se resolve com sono.

Porque a dor emocional que não tem espaço, transborda por outros caminhos.

E o corpo, tão leal, tenta aliviar a alma mesmo adoecendo para isso.

Mas isso não é fraqueza.

Isso é o pedido de socorro mais corajoso que existe.

É o corpo dizendo: “me escuta, por favor. Eu estou tentando te proteger.”

Não é preciso entender tudo. Nem dar nome a cada dor.

Mas é preciso parar. Ouvir. Cuidar.

Buscar ajuda, dar pausas, aprender a respirar diferente.

O corpo sente o que a alma carrega.

E por mais invisível que seja o que pesa há sempre um gesto pequeno capaz de começar a curar.

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